O que parece óbvio na educação, mas raramente é bem executado

Antes de buscar grandes soluções, ajuste os fundamentos biológicos e comportamentais que sustentam o desempenho escolar: desatenção, desmotivação, ansiedade e irritabilidade.

 

por Henrique Romano

 

Antes de rotular, medicalizar ou intensificar intervenções, verifique o que organiza o cerébro: sono, rotina, alimentação e estímulos. O problema não é desconhecimento, é execução inconsistente. Além disso, o simples não é superficial.

 

Com o sono adequado, uma rotina previsível, nutrição correta e um bom controle de estímulos, definimos o ponto de partida do aprendizado. É de suma importância frisar que o sono não é detalhe, ele é quem organiza o cérebro com o intuito de melhorar o processo de aprendizado.

 

Horários regulares, ambientes escuros e silenciosos, telas fora do quarto, todos esses são elementos fundamentais para uma boa higiene do sono. Um hábito frequentemente ignorado é a exposição solar logo ao acordar, esta ajuda a regular o ciclo circadiano, melhorando o estado de alerta e favorecendo o sono no período da noite. Simples, porém poderoso.

 

 

 

Você sabia que a alimentação também é um fator educacional de grande importância? Para o nosso cérebro, é fundamental haver uma rotina alimentar equilibrada rica em nutrientes. Desta forma, ele possui o estoque de energia necessário para aprender melhor. Não se pode ignorar o básico.

 

Outro agente que também deve ser observado com bastante atenção é o telefone celular. Este é responsável pela redução da qualidade de sono, diminuição da atenção, aumento da ansiedade e pelo agravamento da dificuldade em aprendizados profundos.  Seu uso excessivo, principalmente à noite, pode ainda causar danos irreversíveis.

 

Em muitos casos, quando o básico se ajusta, os efeitos podem aparecer em cadeia: melhora na autorregulação, convivência harmônica, bem-estar emocional e melhor desempenho acadêmico.

 

Antes de tomar grandes decisões sobre a saúde e a educação, comece pelo que sustenta o aprendizado.

 

Hábitos não resolvem tudo. Mas sem eles, quase nada se sustenta.

 

 

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