23
jun

Aprovação internacional: ex-aluna consegue bolsa de estudos em universidade americana por meio do vôlei

Com benefício garantido, Maria Antônia se mudará para os Estados Unidos já em agosto para a pré-temporada.

por Mafê Martin

 

Da turma da 3ª série do Ensino Médio de 2021, a jogadora de vôlei Maria Antônia Dall’Orto conquistou aprovação e bolsa de estudos de atleta na faculdade Park University, estado de Missouri, nos EUA, para cursar Psicologia. A faculdade está em segundo lugar na liga National Association of Intercollegiate Athletics (NAIA) de voleibol, uma associação universitária para atletas em faculdades da América do Norte.

 

Maria Antônia assinando a sua admissão na Park University.

Conversamos com a ex-aluna, que falou sobre o processo de aprovação, a experiência no vôlei ESD e como a Escola São Domingos influenciou sua conquista.

 

Blog – Você conseguiu chegar a uma universidade estadunidense por meio do esporte. Como funciona esse processo?

Maria Antônia – Os Estados Unidos é um país que dá muito apoio para os esportes e tem diversas bolsas para atletas, tanto para os americanos quanto para os estrangeiros. O vôlei feminino é um dos esportes que mais recebe esse tipo de apoio. Logo, não tive nenhuma dificuldade entrando em uma faculdade com a bolsa atleta, pois lá o esporte é tão importante quanto as notas.

 

Blog – Que tipo de experiência e aprendizados a Escola São Domingos lhe proporcionou que foram essenciais para suas aprovações?

Maria Antônia – Com certeza, a ESD foi muito importante para essa minha vitória. Estudei lá desde o 1° ano do Ensino Fundamental, e foi um lugar que me ajudou muito a crescer, pela minha relação com os professores, funcionários e amigos da escola, tornando tudo mais fácil. No final do meu processo de aprovação, recebi suporte dessas pessoas que viveram tanto tempo comigo, como a Vivian da orientação, que me ajudou com carta de recomendação e outros documentos necessários. A escola me preparou para enfrentar desafios e dificuldades de forma leve e simples que levarei para toda a vida. O processo para entrar em uma faculdade não é nada fácil, e os ensinamentos da ESD certamente foram fundamentais nos momentos de dificuldade do processo.

 

 

Blog – Você fez parte do time de vôlei da ESD por diversas temporadas. Como a experiência com o esporte na Escola São Domingos te ajudou nesse processo?

Maria Antônia – O Vôlei ESD foi o maior motivo de tudo isso estar acontecendo. Conheci o Guilherme, nosso técnico no 3° ano do Ensino Fundamental, quando minha irmã treinava com ele. Desde então, já me incluía em alguns treinos. Ajudava apenas pegando bola, mas foi assim que tudo começou. Foi então que o Guilherme me chamou para que no 5° ano eu entrasse na escolinha de vôlei. Comecei muito pequena, mas o ele insistiu e eu agradeço demais por não ter desistido de mim, mesmo com mais de um ano de vôlei e sem conseguir dar toque ou manchete pela falta de força física.

Quando eu já estava no 9° ano, ele já dizia que eu tinha muitas chances de ser aceita em uma universidade nos Estados Unidos, mas nunca acreditei muito. Apenas continuei treinando e me dedicando ao vôlei da escola. Um ano e meio depois, uma agência que envia atletas para os Estados Unidos entrou em contato comigo, e iniciei o processo para ir estudar fora.

Toda a competitividade e a união do time da São Domingos me ajudaram. O vôlei ESD vai ser sempre minha família e eu sempre voltarei para ver as meninas do time. Sou extremamente grata pelas colegas de equipe que tive e, principalmente, pelo Guilherme, que foi meu primeiro técnico e a pessoa responsável pela minha paixão pelo vôlei.

Maria Antônia (segunda atleta da direia para a esquerda) jogando pelo Vôlei ESD.

Blog – Como tem sido sua organização para mudar sua vida do Brasil para os Estados Unidos?

Maria Antônia – Minha proposta veio muito “em cima da hora”, eu já viajo em dois meses e a carta de aprovação chegou há apenas duas semanas. Confesso que está tudo meio corrido, com todos os documentos que devo mandar e o visto de estudante que preciso providenciar. Lá, o esporte é jogado em altíssimo nível, então preciso chegar nesse mesmo nível para não ficar para trás. Então, treino vôlei todos os dias da semana, vou à academia e faço tudo que possa me deixar na melhor forma possível. Minha rotina continua praticamente a mesma, já que sempre tentei me manter preparada para os esportes.

 

Blog – Muitos jovens estudantes almejam conquistar o que você conquistou. Qual seria sua dica para quem deseja cursar uma faculdade fora do Brasil?

Maria Antônia – Muita dedicação e determinação ajudam a alcançar o objetivo. Para estudar nos Estados Unidos, não é preciso ser um gênio nos estudo, eles valorizam muitas coisas além das notas. Esportes são muito valorizados lá e não só isso. Qualquer atividade extracurricular, sejam trabalhos voluntários e até se você já deu aulas ajudando outros alunos, são aspectos também valorizados pelas faculdades. É importante não desistir: o processo é longo e, às vezes, chato, mas é muito especial receber a carta de aprovação da faculdade e ver que todo seu o esforço valeu a pena.


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