Um amor chamado Literatura Infantil
27
maio

Um amor chamado Literatura Infantil

Aos dois anos de idade, as crianças ainda não sabem ler e falam poucas frases, às vezes, até desconexas na tentativa de se comunicar. Mas, assim como as esponjas, elas são capazes de absorver tudo do mundo exterior, principalmente dos pais e do convívio escolar. Nesse momento, a Educação Infantil é um divisor de águas para o desenvolvimento de algumas habilidades, como a atenção, a concentração, a criatividade, a capacidade de externalizar suas emoções e de se comunicar. Mas como conseguir desenvolver tudo isso em pessoas ainda tão pequenas? Uma das formas é simples e encontra-se nos livros infantis.

Existe algo de mágico no reino da literatura infantil. As histórias, desenhos e ilustrações criam sentimentos, que duram a vida inteira. O mais interessante é que não importa o tipo de contato que o indivíduo teve com os livros: se alguém, sejam pais, tios, ou avós, algum dia, contou uma história, aquele momento fica guardado para sempre como um gesto de carinho, de afeto.

A infância é marcada por descobertas. No entanto, antes de aprender a decodificar letras, ler e interpretar frases, o primeiro contato de uma criança com algum texto é por meio de histórias, que carregam aprendizados que ultrapassam o conhecimento em sala de aula, desenvolvem habilidades que a acompanharão por toda a vida escolar, profissional e pessoal, além de criar memórias afetivas que fazem cada momento presente valer a pena.

Fanny Abramovich, pedagoga, educadora e escritora brasileira infanto-juvenil, falou, em seu livro “Gostosuras e Bobices”, sobre a importância das histórias na vida das crianças.

“Ah, como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias… Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e compreensão de mundo […] é ouvindo histórias que se pode sentir (também) emoções importantes, como a tristeza, a raiva, a irritação, o bem-estar, o medo, a alegria, o pavor, a insegurança, a tranquilidade, e tantas outras mais, e viver profundamente tudo o que as narrativas provocam em quem as ouve […]”

E ela estava certa sobre isso. Histórias de reis e rainhas, lobos e caçadores, animais falantes e reinos encantados fazem com que, de maneira simples e lúdica, a criança faça da sua imaginação sentimentos reais e sinta o mesmo que foi proposto pelos personagens dos livros. Além disso, quanto mais histórias elas ouvem, mais palavras aprendem e mais capacidade de estruturar frases adquirem. É por meio dos livros que a educação começa.


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